sexta-feira, 16 de maio de 2008

Uma forma de Pensar...




Uma forma de Pensar...




Alguns dos trabalhos que foram feitos no ano passado.















segunda-feira, 12 de maio de 2008



O Colorido...que não é desta Luz...


Mais algumas imagens.


Mais algumas imagens ...


Saramago e a sua perspectiva do Convento... vista a muito grande distância de Lanzarote... ou será que não?

terça-feira, 6 de maio de 2008

O INCONFORMISMO

O INCONFORMISMO e o
FIGURATIVO



... ... O figurativo deve ser "revisitado" e revivido, não só como forma
de autodisciplina técnica mas, também como diz J. Pinheiro, - "um programa
de resistência ou forma silenciosa de protesto".

DO GRITO À ESPERANÇA!

Entre o azul profundo do mar e o verde (quase) negro da floresta, os sentimentos da longínqua África - áspera, violenta, selvagem - à Europa serena, sofisticada, longo é o percurso da pintura de Arede.A riqueza da paleta de cores, a determinação do traço e o inusitado dos materiais usados são pólos de atracção para os nossos olhos.Gosta-se ou não se gosta mas, ficar indiferente? (..) impossível.De repente da tinta - massa bruta e amorfa -fez-se mensagem. Explosão de cores vibrantes como o grito de África ou, suaves como as recordações do passado.Os caminhos trilhadas pelo artista surgem vivos na sua mensagem dominada por rostos humanos.A busca, a esperança, a dor, o desalento, a incompreensão, o cansaço - a vida, olham-nos desses rectângulos, mexem connosco, fazendo-nos acordar da sonolência em que por vezes nos deixamos estar.As vivências dos vários continentes que o artista apreendeu, são transmitidas com um traço fino, com uma análise quase microscópica que "magoa" ou enternece, como se o ontém fosse hoje e o amanhã resultasse apenas deles.Nas rugas o sofrimento e a desesperança transportados por um fio invisível. Nos olhos a busca da luz do sol, da paz interior, da serenidade apetecida dos trópicos que gritam em desespero num mundo sem sentido pedindo felicidadeOs castanhos quentes, outonais, de brilho dourado encantadoramente serenos...Batuques e violinos numa sinfonia dissonante mas que prende que obriga a olhar uma, muitas vezes como se não quiséssemos mas a tal fôssemos obrigados.A mensagem está toda nesses olhos, nessas rugas.Gostando ou não ela chega até nós teimosa, obsidiante. Incómoda. Magoa, acorda-nos para a dor, para o desespêro para a dureza do mundo.As flores, as árvores, as casas falam-nos do calor dos afectos que se querem doces, familiares, serenos.O jogo de claros-escuros, de sombra e de luz, desenha um bailado de vida, traçado pelas mãos que empunham o pincel.Assim é a pintura de Henrique Arede; incómoda, mas verdadeira. Ténue fio de recordações ligando passado, presente e futuro. Gotas cristalinas de chuva, em tardes ensolaradas, acordando o cheiro bom da terra-mãe.
- Como se ainda nos sobrasse o direito de sonhar ...